Diabetes, NR35 e o trabalho em altura: o que fazer com funcionário diabético com o eSocial?

Diabetes, NR35 e o trabalho em altura: o que fazer com funcionário diabético com o eSocial?

Uma empresa nos questionou sobre o que fazer com alguns funcionários considerados inaptos para o trabalho em altura pelo médico do trabalho, pelo fato de serem diabéticos, e como poderiam ajudá-los. Se essa é a sua dúvida, recomendamos que leia o texto abaixo. https://www.youtube.com/watch?v=iRM_ThuCWLg&t=6s

Um importante ponto do tema atual da medicina e segurança do trabalho é sobre o eSocial, que é um grande banco do dados do governo, ou melhor,  um sistema do governo, que receberá todas as informações TRABALHISTASPREVIDENCIÁRIAS e TRIBUTÁRIAS de todas as empresas brasileiras, que serão obrigadas a enviar seus dados a partir de Janeiro de 2019. https://www.youtube.com/watch?v=OnS6rPwnWeU

Todas as empresas que atuam no país deverão passar toda suas informações, assim como as dos seus funcionários, para esse grande sistema nacional, conforme determinam os eventos do eSocial. https://www.youtube.com/watch?v=wXJNIFI02eE

Vale lembrar que todas as informações deverão ser passadas ao banco de dados sob uma linguagem de computador compatível ao eSocial, ou seja, sua empresa precisará possuir uma assessoria de medicina do trabalho preparada, experiente, que possua processos que resolvam os seus problemas e um sistema confiável de informações. http://blog.healthwork.com.br/o-que-fazer-com-os-epis-e-epcs-com-a-chegada-do-esocial-0-0-0-0

Sempre reforçamos que os exames clínicos e complementares na medicina do trabalho são frutos de dois programas, o programa de riscos (PPRA) e o programa de saúde da empresa (PCMSO), que juntos, criam a junção perfeita da prevenção de doenças e acidentes no trabalho. Sendo assim, nenhum exame clínico ocupacional (admissional, periódico, mudança de função, retorno ao trabalho e demissional) pode existir sem a existência de um bom PCMSO, assim como a existência de qualquer exame complementar em medicina do trabalho, não possa ter razão de ser sem um programa de saúde bem desenhado por um médico do trabalho, incluindo aí, o EEG. http://blog.healthwork.com.br/quais-sao-as-obrigacoes-da-empresa-sobre-o-pcmso-com-o-esocial

Mas o que é diabetes?

Resumidamente, a diabetes é uma doença que ocorre pela falta de produção de um hormônio chamado insulina, produzido pelo pâncreas, causando a elevação dos níveis de açúcar na corrente sanguínea.

De forma prática, a diabetes foi classificada em dois tipos: tipo 1 e tipo 2. A tipo 1, que é basicamente genética e comum no indivíduo jovem, ou seja, passa dos pais para os filhos, e é caracterizada pela ausência completa da produção da insulina, sendo necessário a reposição de insulina por via externa para o controle da doença. Já a diabetes tipo 2 é a doença que tem como causa os fatores genéticos associados aos fatores comportamentais do indivíduo (obesidade, sobrepeso e sedentarismo), e não é caracterizada pela ausência completa da produção da insulina pelo pâncreas, mas sim, pela diminuição da produção do hormônio, embora ainda seja produzido, mas em pouca quantidade.

A insulina tem a função de se ligar ao açúcar e leva-lo para dentro da célula, e com isso ajudar o organismo a produzir energia para nos manter vivos. Sendo assim, com a falta desse hormônio,  o açúcar não entrará na célula e continuará correndo livremente dentro dos vasos sanguíneos. Ocorre que o corpo humano não está preparado para altos níveis de açúcar dentro da corrente sanguínea, e isso causa sérios danos na parede interna dos vasos sanguíneos, que ao longo prazo, leva a alteração anatômica, e com isso, a cegueira, infarto agudo do miocárdio, derrame vascular cerebral, insuficiência renal, infecções secundárias por bactérias e amputações.

Mas o que o trabalho em altura e a NR35 tem a ver com a diabetes?

A Norma Regulamentadora de número 35 (NR35) versa sobre o trabalho realizado em altura, que foi definido  como toda atividade exercida acima de 2,00m do nível inferior, onde haja risco de queda, ou seja, todo o trabalho em que o funcionário fique distante do nível inferior 2,00 m ou mais, tendo como referência a distância  dos seus pés ao nível inferior. Sendo assim, se o seu funcionário trabalha com uma altura igual ou superior a 2,00 m, tendo como referência a distância entre os pés ao chão, já podemos considerar que existe trabalho em altura na sua empresa. https://www.youtube.com/watch?v=wXJNIFI02eE

Todas as normas regulamentadoras existentes regulam problemas comuns, e que geram grande custo para a sociedade. Sendo assim, a NR35 tenta diminuir o número de casos de mortes e acidentes decorrentes das quedas em altura no ambiente de trabalho. https://www.youtube.com/watch?v=OnS6rPwnWeU

Mas a diabetes impede o funcionário do trabalho em altura?

A diabetes por si só não afasta ou impede um funcionário do trabalho ou do trabalho em altura, salvo exceções, como o caso de um funcionário que necessite de insulina e exerça trabalho em altura ou dirija profissionalmente, por exemplo. https://www.youtube.com/watch?v=CT4gjIUch2o

Como dissemos acima, a diabetes tipo 1, aquela em que o paciente depende exclusivamente do uso da insulina, impede que o empregado exerça sua função em altura, uma vez que é possível uma complicação aguda, e potencialmente fatal, chamada hipoglicemia, que é o estado de diminuta quantidade ou ausência de glicose no organismo, impedindo o desenvolvimento do trabalho celular normal que, eventualmente, pode acometer os indivíduos que usam o hormônio de forma obrigatória.

diabetes tipo 2, mal tratada ou não tratada, pode evoluir para o quadro da necessidade do uso de insulina, o que impede o trabalho em altura ou a direção profissional de veículos automotores.

Sendo assim, o médico do trabalho deve considerar o indivíduo inapto para o trabalho em altura, para preservar a vida do empregado e evitar que o indivíduo sofra um acidente em decorrência de uma hipoglicemia e morra no exercício do trabalho, seja pela queda ou por não conseguir regularizar o estado hipoglicêmico em tempo, por estar trabalhando em altura, por exemplo, no “balancinho” de uma construção de um edifício.

As complicações que a diabetes tipo 2 pode causar, se não tradada ou mal tratada, é que podem levar ao afastamento ou inaptidão do funcionário ao trabalho.

Para facilitar, vejamos os exemplos de casos reais abaixo descritos:

1-    Funcionário de 47 anos, Ajudante Geral de indústria metalúrgica há 07 anos, que apresenta diagnóstico de diabetes há 10 anos (sem tratamento por vontade própria por entender que não é doença), obeso, sedentário, que apresenta  história de infecção de bactéria no dedo do pé, recebendo o diagnóstico de pé diabético, necessitando de internação e amputação do dedo afetado.

Nesse caso, pudemos perceber que a diabetes por si só não causou o afastamento do trabalho, até porque o empregado já entrou na empresa e na função com o diagnóstico da doença. O que o fez necessitar o afastamento foi a complicação causada pela diabetes não ou mal tratada, chamada de pé diabético.

2-    Funcionário de 57 anos, Diretor Financeiro de construtora há 05 anos, diabético há 17 anos, mal tratada por falta de tempo, com sobrepeso, sedentário, estressado, que apresenta dor súbita e intensa na parte anterior do tórax após reunião com o conselho da empresa. É encaminhado ao hospital pelos colegas, e recebe o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio com necessidade de tratamento cirúrgico do coração. Após 20 dias recebe alta hospitalar, com necessidade de repouso por mais 20 dias.

No caso exposto, percebemos que a diabetes não afastou o empregado do trabalho, mas sim suas complicações, no caso, o infarto agudo do miocárdio.

3-    Candidato ao cargo de Ajudante Geral de construtora, que exerceria suas funções em altura, de 21 anos, diabético tipo 1 sob uso de insulina diária 3 vezes ao dia, vem para a consulta admissional, e após minucioso exame clínico admissional, recebe a notícia do médico do trabalho que para essa função estaria inapto, já que exerceria sua função em altura.

No caso acima percebemos que a diabetes pode, como exceção, incapacitar ou afastar um funcionário do exercício de alguma função específica ou do trabalho, mas deve ser tratada como exceção. O mais comum, é o afastamento do trabalho decorrente de alguma complicação da diabetes.

Infelizmente até o momento a diabetes não tem cura, somente tratamento. Como dito acima, a depender do tipo e da evolução da doença, o tratamento pode e deve ser feito com dieta, exercícios físicos, medicamentos por via oral e a insulina (nos casos específicos), todos com a intenção de diminuir a taxa de açúcar no sangue e/ou aumentar a produção da insulina ou repô-la.

No caso da diabetes tipo 1, o uso da insulina é obrigatório, já que a doença causa uma ausência completa da insulina. Associada a insulina, o exercício físico e a dieta são muito importantes, pois o exercício aumenta o número dos receptores para insulina na célula, e a dieta é essencial para diminuir a taxa de açúcar na corrente sanguínea.

Já a diabetes tipo 2, o uso da insulina não é obrigatório, e a doença e tratada sob dieta, exercício físico e medicamentos por boca, que induzirão o pâncreas a produzir a insulina, e outros, que aumentarão o número dos receptores para insulina na célula.

Como não tem cura, a diabetes precisa de um tratamento contínuo, ou seja, pelo resto da vida do paciente/funcionário.

A empresa, através do médico do trabalho e da empresa de medicina do trabalho, deve fornecer condições para que os funcionários passem pelas consultas ocupacionais obrigatórias (admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudança de função e demissional), que devem ter qualidade e respeitar os princípios da medicina e os ditames éticos, além de fornecer meios para o conhecimento da diabetes e para o tratamento correto e contínuo, recomendado pelo médico.

Mas por quê a Healthwork?

Fundada em 1995 pelo Dr. Ailton, e com a missão da prevenção das doenças e acidentes do trabalho, a Healthwork tem como objetivo a resolução de problemas, que está nas nossas bases LEAN. Ou seja, gostamos de resolver problemas, e nossos colaboradores são estimulados a não só apresentar e evidenciar um problema, mas a resolvê-los juntos desde o primeiro dia de Healthwork, e quanto mais complexos melhor, pois um problema é sempre uma oportunidade de melhoria. https://www.youtube.com/watch?v=CT4gjIUch2o

Por isso, vamos ajudá-lo a resolver os problemas de saúde e segurança do trabalho da sua empresa, melhorar os processos já existentes e entregar um serviço 100% correto e completo. https://www.youtube.com/watch?v=iRM_ThuCWLg&t=125s

Nossa equipe é treinada para sempre focar na experiência perfeita, com um atendimento humanizado e respeitoso, ou seja, os seus funcionários serão bem examinados e os resultados dos exames checados e laudados por médicos ultra especialistas. https://www.youtube.com/watch?v=5HcQicrB5w8

Outro ponto interessante, é que temos duas unidades próprias, que além de possuírem todos os exames clínicos e complementares, estão muito bem localizadas, sendo uma em São Paulo, próxima a Avenida Paulista e a outra no centro deSão Caetano do Sul. https://www.youtube.com/watch?v=ksBBRo7NB-0&t=98s

Você sabia que a Healthwork possui processos Lean bem desenhados e uma importante parceria com o Lean Institute Brasil para cada vez melhor atender a sua empresa? Além disso, sabia que possuímos um sistema 100 % internet preparado para a linguagem do eSocial? https://www.youtube.com/watch?v=iRM_ThuCWLg&t=1s

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Venha para a experiência perfeita!

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