Quais exames devem ser feitos num exame demissional?

Quais exames devem ser feitos num exame demissional?

Uma demissão, na maioria das vezes, é um processo difícil para a empresa, mas
muito mais para o funcionário desligado, e por isso, as empresas devem tratar o tema
com extremo cuidado, sempre respeitando o indivíduo, a ética e as leis do nosso país.

Segundo a Norma Regulamentadora de número 7 (NR7), o exame clínico demissional e seus exames complementares (se necessários), devem estar contidos no programa de saúde da empresa (PCMSO). Além disso, conforme a referida norma (NR7), o exame demissional deve ser realizado antes da homologação do empregado (NR7).

O exame demissional, assim como os outros exames ocupacionais, tem a finalidade de analisar a aptidão para o trabalho numa determinada função e setor, mas também a possibilidade de um diagnóstico de uma doença decorrente do trabalho, ou uma doença não decorrente do trabalho, que incapacite o indivíduo por um tempo determinado, como o caso de uma conjuntivite, por exemplo.

Como sempre explicamos, os exames ocupacionais (admissional, periódico, mudança de função, retorno ao trabalho e demissionalsão determinados por um programa de saúde, chamado PCMSO. Esse programa, desenhado exclusivamente por um médico do trabalho, é baseado nos riscos presentes no ambiente de trabalho da empresa, nos seus diversos setores e funções, e tem como meta a prevenção das doenças e a promoção da saúde da população da empresa.

O médico do trabalho recebe a análise dos riscos do PPRA (http://blog.healthwork.com.br/por-que-minha-empresa-precisa-do-ppra), e desenha um programa de saúde (PCMSO), determinando a periodicidade dos exames ocupacionais (admissional, periódico, mudança de função, retorno ao trabalho e demissional), e os exames complementares para cada função da empresa.

Veja que citamos o termo exames clínicos e complementares para uma determinada função, pois para a medicina do trabalho, a função que o empregado exerce é extremamente importante, e só com o seu profundo conhecimento é que poderá ser desenvolvido um programa de saúde (PCMSO) de qualidade para a empresa, e com isso, diminuir o absenteísmo, as doenças (inclusive as relacionadas ao trabalho), os acidentes de trabalho e, de fato, promover a saúde dentro do empreendimento, melhorando a rentabilidade da empresa.

Em resumo, portanto, todos os exames ocupacionais são frutos de uma longa jornada, e só podem existir dentro do PCMSO. É o PCMSO que determinará quais exames seus funcionários farão, sendo impossível realizar um exame demissional de forma isolada e sem conexão com um PCMSO, o vulgarmente chamado “ASO avulso”, tão comum em nosso país, que é ilegal.

FLUXO DO EXAME OCUPACIONAL

INSERIR O FLUXO QUE CONSTA NO DOCUMENTO.

Mas por que os exames complementares mudam a depender da função?

Quando falamos em exames complementares, independente da especialidade médica, temos que falar em indicação, ou seja, todo exame complementar(hemograma, eletrocardiograma, raios-x, etc.) tem uma determinada indicação, e não pode ser aplicado e solicitado sem um fim, apenas por um pedido deste ou daquele.

Um termo muito comum na medicina, que explica tal situação, cada vez mais comum no Brasil é a seguinte: “quem não sabe o que quer, quando encontra, não sabe o que fazer”. Pedir exame complementar sem uma definida indicação é, no mínimo, desperdício de dinheiro.

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